PROJETO FOLTRA - HORMÔNIO DO CRESCIMENTO, MAIS UMA ESPERANÇA?

05/02/2011 09:57

Em minhas pesquisas pela internet, descobrí um projeto chamado Foltra, eles aplicam hormônios do crescimento em pessoas com lesões medulares, paralisia cerebral, entre outras doenças neurologicas....Gostei muito do projeto e das melhorias que tem tido os pacientes tratados....

Ainda e muito cedo pra eu dizer que quero levar Sarah, pois vou esperar ver os resultados de amigos que estão indo fazer o tratamento lá, como a Lara, o Guga que já vai fazer, pra quem quizer acompanhar o Guga: http://ocastelodoguga.blogspot.com/

Nesse Blog do Q. também fala sobre o tratamento: http://portiq.blogspot.com/search/label/Hormona%20do%20Crescimento

A Lilian também quer  levar a Lara: http://lilibeleza.blogspot.com/2011/01/projeto-foltra-agora-o-meu-grande-sonho.html

Quem sabe né? em breve poderemos criar a campanha "Sarinha na Espanha"??? rsrsrs

Quem tiver mais informações sobre o Foltra, outros casos, positivos ou negativos, me manda email para: sarah2004kelly@hotmail.com quero saber tudo pra tomar uma decisão sadia...

Sobre o Foltra:

Site: http://www.proyectofoltra.org/

No momento não há vagas para o tratamento. Nem adianta ligar!!!! Mediante os resultados surpreendentes, são milhares de pessoas de vários lugares do mundo em busca dele!

 

Reportagem:

Professor de Fisiologia Humana da Universidade de Santiago de Jesus Devesa Mugica defendeu esta sexta-feira em Salamanca tratamento com hormônio do crescimento e melatonina em conjunto para a prática de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional para melhorar a qualidade de vida para pessoas com danos cerebrais.
Isto foi afirmado em conferência de imprensa antes de seu discurso na Universidade de Salamanca (USAL), que explicou o seu projecto Foltran, Fé, otimismo, luta e trabalho, visando o apoio para a reabilitação física e intelectual pacientes neurológicos com lesão cerebral ou periférico, congênitas ou adquiridas.
Devesa Mugica alegou que iniciou o programa por causa da "necessidade", após seu filho mais velho sofreu um grave acidente de carro.
Ele seria aplicável "em uma maneira empírica" tudo o que ele havia relatado a pesquisa realizada há mais de 30 anos de hormônio do crescimento.
Desta forma, conseguiu retirá-lo e criou uma fundação para ajudar os pacientes com dano cerebral, que conseguiu em seis anos, conforme observou, "uma elevada percentagem de sucesso."
No entanto, ele reconheceu que nem todos os doentes são curados em cem por cento, mas "90 por cento deles conseguiu melhorias significativas na sua qualidade de vida."
Esta entidade está a tratar mais de 180 pacientes diretamente, explicou o professor, e "muitos outros indiretamente, através de convênios firmados com instituições de Madrid, Ilhas Canárias, Noruega, Itália, Hungria, França, Bolívia, Argentina , Uruguai, México e Estados Unidos.
O método aplicado pela Devesa Mugica pode ser aplicada em pacientes que sofrem de "paralisia cerebral traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular cerebral ou lesões na medula espinhal."
"É uma combinação de fatores de crescimento neuronal e neuroproteção combinada com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e neuroestimulação."
Nesse sentido, ele se referiu a "hormona do crescimento e melatonina em primeiro lugar", como medicamentos essenciais, mas "não há mais."
Em sua opinião, "o hormônio é mais potente como neuroregenerative e melatonina como neuroprotetor."
No entanto, afirmou que o projecto não se aplica a saúde pública Foltran, porque "o custo do hormônio é muito alta", e se você colocar esse método, o sistema "iria entrar em colapso dentro de dois meses ".
A este respeito, disse que o tratamento é de cerca de 7.000 euros por ano e os potenciais beneficiários seria de cerca de dois milhões dos quatro milhões de pessoas com deficiência em Espanha.
Foltran projeto com a colaboração de grupos de pesquisa da Faculdade de Medicina de Santiago e do Hospital, bem como pelos principais especialistas médicos.

http://www.todocastillayleon.es/hemeroteca/defienden-el-tratamiento-con-hormonas-para-mejorar-a-los-pacientes-con-dano-cerebral-9294.aspx

Caso do filho do Devesas (médico):

Contra todas as previsões dos clínicos, um jovem espanhol recuperou a 100% de um acidente de automóvel. Foi o próprio pai, médico  e investigador, quem decidiu aplicar-lhe um método pioneiro que utiliza hormonas de crescimento na regeneração de lesões. Os médicos portugueses dividem-se  sobre este novo tratamento: para uns é uma esperança para doenças neurológicas; para outros levanta ainda muitas dúvidas éticas e de segurança.

Uma clínica espanhola, em Santiago de Compostela, promete resultados surpreendentes na cura de doenças cerebrais e de deficiências motoras, com a aplicação de hormonas de crescimento. Os benefícios destas substâncias produzidas naturalmente na hipófise (glândula situada na base do cérebro) são reconhecidos por exemplo para aumentar a altura em pessoas com problemas de crescimento (ver texto ao lado). Mas, na regeneração dos neurónios, este programa é pioneiro.
Com este tratamento, o director do Centro de Reabilitação Foltra, Jesús Devesa, professor catedrático na Universidade de Santiago de Compostela, conseguiu recuperar o filho, que ficou com lesões cerebrais depois de um grave acidente de carro. Foi o seu primeiro doente. E Pablo, hoje com 29 anos, conseguiu voltar a andar, falar e comer. Depois dele, o tratamento foi usado noutros 300 doentes paraplégicos ou com deficiência mental congénita ou adquirida. "Injectamos hormonas de crescimento na área subcutânea do braço, que induzem a produção de células- -mãe e regeneram os tecidos danificados", descreve Jesús Devesa ao DN, assegurando uma taxa de sucesso na casa dos 90%. Entretanto, a descoberta veio a público em Espanha e a técnica vai ser aplicada também num centro de paraplégicos de Toledo.
As hormonas de crescimento seriam uma solução para os 150 mil portugueses com deficiência motora ou os 75 mil que sofrem de lesões cerebrais? Ou ainda os 200 novos casos de crianças com paralisia cerebral que nascem por ano em Portugal? Os médicos dividem-se. Embora não conheçam bem o tratamento, uns acreditam que pode ser uma esperança nos casos de paraplegias. Para outros é uma "aplicação meramente experimental e episódica", sem explicações científicas fundamentadas e com implicações no plano ético e da segurança.
Pablo Devesa tinha saído de casa para se encontrar com os amigos, quando um acidente de viação o lançou num coma profundo durante um mês. "Lembro--me estar a chover muito e de eu ter embatido numa casa", conta o biólogo ao DN. Depois, ficou tudo escuro e imóvel.
O acidente atirou--o para uma cama nos cuidados intensivos, com um traumatismo cranioencefálico e uma hemiplegia - uma paralisia das funções de um lado do corpo. "O traumatismo comprometeu o lado esquerdo do meu cérebro. Quando acordei, os médicos não me davam muitas esperanças de recuperação. Não conseguia falar, comer ou andar", lembra Pablo.
Já em casa, o pai, Jesús Devesa, não hesitou em aplicar no filho os ensinamentos que desenvolvera durante anos em laboratório. "Estava consciente do que fazia. Sabia que era eficaz e tinha de acreditar nisso", sublinha o médico.
Durante os meses seguintes, Pablo recebeu diariamente uma dose de hormonas de crescimento (produzidas industrialmente a partir de engenharia genética), em ciclos de 15 dias. "O seu efeito chega às zonas onde está a lesão, levando à proliferação de células-mãe e restituindo os estímulos nervosos no local afectado", diz Pablo. O tratamento era articulado com um plano intensivo de fisioterapia.
"Cada caso é um caso e a dose a aplicar depende da doença, da idade e do progresso do paciente", indica Jesús Devesa, acrescentando: "Nas crianças, o processo de recuperação é mais rápido, pois a neuroplasticidade promove uma proliferação mais célere das células".
Pablo tinha 22 anos, e a sua recuperação fez-se em oito meses. "Fiquei curado, sem sequelas. A recuperação foi a 100%. Hoje levo uma vida completamente normal, como qualquer jovem. Jogo futebol, bebo um copo com amigos."
Mais: está há um ano a trabalhar no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, como investigador, e a terminar a tese de doutoramento a defender dentro de semanas. A base da investigação? O seu próprio caso e as implicações das hormonas de crescimento no processo de neuroregeneração. "É um trabalho que segue as linhas de orientação da investigação do meu pai. Quero comprovar os resultados em humanos, sem efeitos secundários, no sentido de dar uma base científica mais aprofundada", diz Pablo Devesa.
O tratamento não é consensual nos especialistas portugueses. José Luís Medina, director do Serviço de Endocrinologia do Hospital de São João, mostra-se optimista: "Cientificamente devemos esperar pelos resultados do estudo, mas é uma esperança." "Devido às suas propriedades de crescimento e proliferação celular, talvez se possam obter alguns efeitos em situações como esta", diz Manuela Carvalheiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.
Já Fernando Baptista, do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, é mais céptico. "Será uma aplicação meramente experimental e pode ser geradora de falsas expectativas", alerta. "Nos últimos anos têm sido demonstrados outros efeitos a nível metabólico, mas não é o caso dos efeitos eventualmente neuroregeneradores deste caso."
O presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências, João Malva, coordenador da equipa onde trabalha Pablo Devesa, no centro de neurociências, mostra-se bastante crítico. "É um tratamento que tem implicações sérias no plano ético e da segurança, uma vez que a hormona do crescimento pode trazer problemas secundários muito significativos associados à proliferação descontrolada de células, como em tumores", avisa o biólogo.
"Acreditar na sua eficácia é uma questão de fé, porque do ponto de vista científico não há explicações fundamentadas. Mas a motivação dos pacientes pode fazer milagres", conclui.